Angola: “Estado fracassado” bem-sucedido

June 2009

Angola ha estado durante años en las listas de los 'Estados fallidos', pero su Gobierno ha conseguido poner fin a 40 años de conflicto violento y, a medida que la situación se estabiliza, la economía empieza a crecer.

Campo de batalha durante a Guerra Fria, Angola constou por muitos anos das fileiras dos “Estados fracassados” ou “em vias de fracasso”. Mas seu exército tem um histórico formidável de combate doméstico e no exterior. A empresa petrolífera nacional é de classe mundial. Nos últimos anos, a economia do país vem crescendo à vertiginosa taxa de 18 por cento ao ano. O governo pôs termo com bom êxito a 40 anos de conflito violento, consolidou a base política e fez lucrativos negócios com grandes organismos públicos e privados de Estados Unidos, Europa e China. Quão válido é classificar esse país como “Estado fracassado”?

À luz do que parece ser um paradoxo, este ensaio responde a diversas questões de crucial importância. Quais são as raízes históricas do conflito angolano, da fragilidade e da desigualdade do Estado e das instituições? Quão integrada aos sistemas internacionais está a política económica de Angola, e que aspectos dessa inserção ajudam a explicar tanto a fragilidade quanto a resiliência do Estado e das instituições políticas? Que forças e incentivos, formais ou não, existem na política económica territorial angolana a influenciar a resiliência ou a fragilidade do Estado?

Como conclusão, o estudo sugere a decisores europeus e internacionais formas de contemplar noções de fragilidade de Estado, de um modo geral, e, em particular, o caso angolano sob novas perspectivas.

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Independent Consultant

Transnational Institute Board member, David works as an independent advisor for grant-making agencies, specialising in civil society. Research and other professional activities in Africa provided a basis for books and articles on Angola and Mozambique and many unpublished reports on South Africa. More recently, evaluative research assignments have taken him to Eastern Europe and countries of the former Soviet Union. Trained at Harvard, David earned his graduate degrees from Princeton and the Institute of Social Studies in The Hague.